segunda-feira, março 20, 2006

... É SEU? ... O QUE TE PERTENCE? ...


As ruas já não trazem quem eu quero
e as lembranças são apenas feridas,
onde a dor da perda não arde
apenas custa a cicatrizar ... querida...

Eu sinto o cheiro forte da bebida
quando passo pelas esquinas
onde sinto a falta da garota
que dançava sempre minha...

Acredito em minhas vidas
só não aceito a que tenho,
tão simples, tão perfeita.
como posso entender o que não me pertence?

Como as ruas não me perco,
sem rumo, sem memória.
De cada dia faço becos,
ruelas onde me deixo
num delírio, inútil, sem princípios...

No fim do dia, quando a alma é desejo
busco apenas os últimos lampejos,
de vida que acaba em notas,
de morte que renasce em tons de um velho realejo...

Um comentário:

Anônimo disse...

"Amor, fechei os olhos para não te ver e a minha boca para não dizer... E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei, e da minha boca fechada nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei... O amor é quando a gente mora um no outro." (Mário Quintana)